| O Centro Universitário
também se preocupa com a preservação ambiental
e, mais uma vez, se une em evento especial
O projeto Alfa promoveu pelo terceiro ano consecutivo, evento
dedicado à conscientização ambiental. A Praça
Joaquim José, no centro da cidade, transformou-se, no último
dia 6, em cenário diferenciado, com exposições
alusivas ao tema. Os organizadores registram a preocupação
de dezenas de empresas e instituições, unidas nessa
luta, como explicou à nossa reportagem o coordenador do Projeto,
Osmar Garcia.
O Projeto Alfa tem nove anos e sua agenda é composta de ações
práticas endereçadas, de forma especial, a crianças,
jovens e adolescentes, com ênfase à educação,
saúde, meio ambiente, esporte, lazer e entretenimento.
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Sobre a importância de se comemorar e estimular a conscientização
da preservação ambiental, ele foi enfático:
“Acho que o meio ambiente é você; o meio ambiente
sou eu. Se eu não tenho o hábito, se você não
tem o hábito da preservação, como se pensar
em uma conscientização mundial”?
O exemplo vem de casa, disse. “Alimentação,
comportamento, higiene, cuidados de modo geral. E é isso
que propomos com este evento: reforçar e estimular a educação
ambiental; sensibilizar o eu para que possamos atingir o coletivo,”
comentou.
O coordenador agradeceu a participação de todas as
empresas e integrantes da comunidade e ressaltou a dinâmica
do Unifae, sempre presente aos eventos promovidos pelo Projeto.
A respeito do resultado dessas realizações o entrevistado
destacou a resposta da comunidade, que participou, efetivamente,
do evento. “E isso ocorre em todas as nossas ações,
seja nos bairros, seja no centro da cidade. De nada adiantaria apresentar
as mais variadas atrações sem agregar milhares de
pessoas”, comentou.
Mais uma vez destacou a importância das parcerias e citou
o Unifae: “Nosso parceiro e mantenedor. Intervenções
como essa nos dão ânimo. Afinal, ao lado do mecanismo
proposto pelo Projeto, há a absorção da iniciativa
privada para que a realização se complete. Estou satisfeito”.
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O “Natureza Viva” ocorreu das 9 às 17h30 e o
coordenador já anunciou para outubro, nova edição
do “Ser Criança”, no mesmo formato e local e
com a expectativa de reunir 34 empresas que acenaram positivamente.
Ele ainda comentou que a média de público em eventos
desse tipo oscila entre 15 a 20 mil pessoas que passam pelo local.
Educação prática
O Consórcio Intermunicipal de Preservação da
Bacia do Rio Jaguari esteve presente ao evento. Como comentou a
recepcionista Márcia, esse consórcio foi criado com
o objetivo de cuidar das margens e matas do rio Jaguari Mirim. “Nossa
principal ação é o plantio de mudas em áreas
degradadas e visitas domiciliares de conscientização
da preservação ambiental. Este é um local adequado
e trouxemos pra cá amostras de estragos da natureza que podem
ser evitados. Mostramos através de folhetos e explicações,
como deve ser o comportamento das pessoas”, disse. Naquele
espaço podia-se observar o trabalho de reciclagem do lixo.
Outro estande importante, presente a todos esses eventos, é
o do Ciprejim -conhecido viveiro de plantas da Prefeitura Municipal-
disponível para visitações de escolas, e todas
as pessoas que queiram conhecer essa atividade. O principal objetivo
é oferecer as plantas para a recuperação de
áreas degradadas. O viveiro localiza-se na Rua Romeu Nhola,
440, no parque Colinas do Mantiqueira, em São João
da Boa Vista.
Outro espaço que integrava esse processo educacional representava
a Diretoria Estadual de Ensino, da região de São João
da Boa Vista. O recepcionista André comentou sobre o evento:
“Importante, porque as pessoas não têm noção
de como procederem com o lixo doméstico, não se preocupam
com a separação. Aqui há um aprendizado”.
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Ele comentou que a Diretoria de Ensino tem um projeto desenvolvido
junto às escolas, onde cada estabelecimento escolhe a dinâmica.
“Tudo depende da estrutura da escola, mas a Diretoria orienta
e as escolas, quando necessário, pedem ajuda à Prefeitura,
que também colabora nesse sentido”, explicou.
Projeto reúne vários cursos
Conversamos com professores do Unifae presentes ao evento para saber
a importância do projeto. Para o coordenador de Educação
Física, professor Guilherme Marson Junqueira “A maior
importância é o molde do evento, que é o meio
ambiente, a questão do desenvolvimento sustentável,
cuidar que as futuras gerações não sejam prejudicadas
com o desenvolvimento sócio-econômico das nossas sociedades.
Creio que representa uma forma de conscientização
ambiental. Com esta prática, os jovens tomam consciência
da importância do meio ambiente.
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-O que o Unifae trouxe para o evento?
“Bom, a gente está trabalhando com diversas atividades:
Psicologia e Educação Física, trabalha com
jogos, recreação e oferecemos uma premiação
para quem participa: um livrinho que com questões do meio
ambiente”.
Ele ainda divulgou que os cursos de Ciências Contábeis
e Ciências Econômicas e Sistemas de Informação
desenvolvem atividades em relação ao meio ambiente.
E tem ainda os cursos de Administração, Fisioterapia
e Publicidade, estes unidos em outra atividade.
A coordenadora do curso de Psicologia, professora Maria Helena Cirne
de Toledo também opina sobre o evento: “Além
de ser um tema extremamente atual - preservação do
meio ambiente - ainda conseguimos, com esses projetos, trazer o
nosso aluno para o contato direto com a comunidade onde tem as condições
necessárias para aplicar, na prática, o que vê.
Ele passa conhece melhor a comunidade, as condições
sociais e ambientais. Eu acho que é uma experiência,
uma vivência, extremamente preciosa para o aluno”, disse.
Além dos entrevistados, comandaram os espaços do Unifae:
o professor João Soares Sobrinho, coordenador do curso de
Sistemas de Informação; o professor José Antônio
dos Santos Mattos, coordenador do curso de Economia; professor José
Acácio Rissardi, coordenador do curso de Ciências Contábeis;
professora Laura Rezende, coordenadora do curso de Fisioterapia;
(artesanato em palitinhos de sorvete) o professor Adinan Carlos
Nogueira, representando o curso de Publicidade e Propaganda (este
com cerca de seis alunos que aplicaram um questionário para
mensurar o nível de aprovação do evento) e
a professora Maria Izabel Sares, coordenadora do curso de Engenharia
da Produção e criadora do projeto fábrica de
Pipas, presente ao evento.
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Como comentou a professora Laura, “O material acabou; foram
utilizados mais de 1.000 palitos. A professora Maria Izabel registrou
saldo positivo, com o seu espaço absolutamente lotado e com
centenas de pipas entregues à garotada. Mais uma vez ela
registrou a aprovação ao evento e o estímulo
dos acadêmicos, que somam a atividade às horas complementares
exigidas para a conclusão dos cursos de graduação.
Vice-Reitor do Unifae fala sobre a iniciativa
O professor Luiz Antônio de Souza presente à cerimônia
de abertura do evento. Ele também conversou com nossa reportagem
e registrou a importância da realização. “A
missão do Centro Universitário reúne ensino,
pesquisa e extensão e dentro da extensão abordamos
toda a comunidade. Nossa missão maior é participar
das realizações da comunidade. Portanto, uma iniciativa
como esta de tamanha importância, ligada à preservação
ambiental, ensinando as crianças, amplia nossa responsabilidade.
Uma ação marcante no nosso processo de extensão”,
disse.
Ele ainda ressaltou que através de acontecimentos como esse
os acadêmicos se aproximam e voltam o olhar para a realidade.
“Ações como esta ajudam na formação
global de nossos alunos”.
Preocupação com o meio ambiente
O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Extensão,
professor Danilo Leite Vicentini, também esteve presente
ao evento e ressaltou a preocupação comum com o ambientalismo.
“Tudo o que é importante para a comunidade é
importante para o Unifae e essa participação efetiva
da Instituição em todos os eventos comunitários,
não só enobrece nosso trabalho, como é nossa
obrigação. Abrimos novas oportunidades a nossos alunos,
como é o caso de vocês, do Jornalismo e da Publicidade,
para que possam produzir o conhecimento em prol da comunidade”,
disse.
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Professor Danilo ratificou a importância da aplicação
do conhecimento na prática: “Um evento dessa natureza
facilita a ação entre nossos alunos, colocando-os
par a par com a realidade da sociedade onde vivem e/ou estudam”.
O professor José Antônio Santos Mattos ratificou essa
teoria: “Através das ações neste acontecimento
aproximamos o aluno da comunidade. Aqui, um dos grandes objetivos
é educar, principalmente a criança, em relação
à reciclagem e à preservação ambiental.
Dessa forma, estimula-se a dinâmica da economia com utilização
de recursos renováveis”, disse.
Professor Toninho alertou para a preocupação com o
esgotamento de recursos naturais, “A partir de ações
como esta evitamos o impacto na produção econômica,
ao mesmo tempo em que se amplia o conhecimento dos alunos”,
disse.
Reitor do Unifae apoia o “Natureza Viva”
O professor Valdemir Samonetto, Reitor do Unifae, disse da importância
da participação da Instituição em um
acontecimento que valoriza e ensina a preservação
ecológica. “Pelo terceiro ano consecutivo, um evento
que movimenta a praça central da cidade, o que permite maior
conscientização da comunidade sobre esse assunto”.
O professor destaca que nós mesmos utilizamos e muitas vezes
destruímos a natureza. “A atuação de
alunos e professores, em um movimento como este só podem
render saldo positivo a todos: ajudando na conscientização
de conservar, saber usar e manter o meio ambiente em que vivemos”,
disse.
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O professor ressaltou a contribuição para a prática
da cidadania, sabendo usar e conservar a própria vida. “Parabenizo
todos os nossos alunos e professores, em especial os que têm
participado de todos os eventos de extensão do Unifae e principalmente
os que dedicaram estas horas de hoje a este acontecimento que ajuda
a construir uma vida melhor. Vocês são exemplos de
dedicação, aprendizado e comprometimento. Parabéns
a todos”.
Como mensagem final ele deixou um voto: “Que todos somem a
vivência do dia de hoje em suas vidas e que de hoje em diante
todos respeitem, ainda mais, a natureza, o meio ambiente onde vivemos”.
TV União ao vivo
O diretor da emissora de televisão local, Paulo Falda, ratificou
a importância do evento e da participação, ao
vivo, com flashes durante todo o dia. “Uma ação
de suma importância. Nós, enquanto veículo de
comunicação regional, abrimos espaço para a
divulgação ao maior número possível
de pessoas. Os problemas estão evidentes e nosso papel é
contribuir para a melhoria, em todos os aspectos. Nosso recado deve
atingir o maior número possível de pessoas”.
Para o diretor, o futuro do nosso planeta depende das decisões
de hoje. É preciso plantar para colher e ele se sente orgulhoso
em poder contribuir para essas ações.
Dezenas de pessoas, de todas as idades, deixaram na “telinha”
o seu recado de amor à natureza. “Esse é nosso
papel: divulgar a iniciativa do Projeto Alfa ao maior número
de telespectadores”.
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Na opinião de Paulo Falda, a união de esforços
com a participação de iniciativa privada, poder público,
instituições de ensino, representa saldo positivo:
“Isso é que nos deixa otimistas para o que vai acontecer
no futuro. Vale ressaltar a participação de estudantes,
como colaboradores e ao mesmo tempo, aprendizes. Sinal de progresso
e solidariedade”, concluiu.
Ciesp Regional marca presença
O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paul)-
Regional São João – também contribuiu
com o Natureza Viva. Como explicou o diretor, Pedro Tavares, “A
prioridade deste evento é reforçar nas crianças
e adolescentes, a conscientização da proteção
ambiental. As entidades de classe unidas a outras instituições
podem levar essa prática, principalmente às crianças,
que representam o nosso futuro”.
“O Ciesp é parceiro deste evento, aliás, um
acontecimento que se estende por todo o Estado de São Paulo
e nossos escritórios regionais aderiram a essa união,
como vem ocorrendo há vários anos. E nós, representantes
do setor industrial parabenizamos a iniciativa e, de modo especial,
os jovens e crianças que estão aqui. Vocês são
nosso futuro”, disse Tavares.
Perguntamos sobre a conscientização da população
de modo geral e a reposta foi positiva: “Hoje a população
demonstra essa preocupação. O que considero uma grande
evolução. E com relação às empresas,
além da fiscalização de órgãos
competentes, recebe a nossa orientação, para que façam
além do que é solicitado, com o objetivo de se garantir
um mundo melhor”, concluiu o diretor.
Com a palavra, a Polícia Ambiental
O Cabo PM Ricardo define o evento como uma ação importante.
A participação do efetivo da Polícia Ambiental
teve como principal função, ampliar as informações
e, sobretudo, a conscientização das pessoas a respeito
da proteção ambiental. “E necessário
cada vez mais olharmos com carinho e cuidado para a natureza. Percebe-se
que as pessoas ainda não estão muito conscientes e
nós temos realmente que incentivar esse tipo de consciência”,
disse.
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Ele alertou para o desperdício da água que um dia
pode se esgotar e comprometer nossas vidas. “O importante
é preservar os mananciais; o Planeta Terra é um organismo
vivo, e a gente deve fazer com que permaneça cada vez mais
vivo”, disse.
O policial comentou que além do trabalho preventivo, de orientação,
a polícia tem atendido algumas denúncias (que segundo
ele têm aumentado) e coibindo a degradação ambiental.
“Mas ainda é pouco. As pessoas têm medo, mas
precisam denunciar e nós estamos sempre prontos a atender
e ajudar a consertar esses erros”, argumentou.
O importante- disse o policial- é manter o trabalho de orientação,
e buscar a conscientização. “A degradação
é crime e uma vez cometido, a pessoa deve responder por ele.
No entanto, o dano já foi feito. Acredito que a conscientização
seja o fator mais importante e este evento contribui para isso”,
concluiu
Povo aprova a festa da natureza
O medo do gravador continua. Mesmo assim registramos algumas opiniões
de pessoas presentes ao evento. Luzia Bispo da Silva, moradora da
Vila Brasil, definiu o evento como uma festa importante, que ensina
as pessoas a não jogarem o lixo em lugar errado. Ela ressaltou
a alegria da garotada, que teve um dia diferente.
Luzia separa o lixo de sua casa e entrega a uma senhora de seu bairro
que trabalha com reciclagem. “Se todos fizessem assim seria
muito bom para evitar futuros problemas com o meio em que vivemos”,
disse.
Em sua opinião faltam mais projetos do Governo que estimulem
a preservação da natureza, “Eu acho que as pessoas
ainda estão sem consciência, sem entender direito um
problema tão grave”, alertou.
José Carlos, 8 anos, é estudante da segunda série
da Escola Procópio do Amaral e estava feliz na fábrica
de pipas. Ele comentou que a festa estava legal. Ele garantiu que
não joga lixo em lugar errado e que ajuda sua mãe
a separar o lixo de casa.
Letícia é aluna da 4ª série da Escola
Estadual Teófilo de Andrade. Mora na Vila Valentim. Em sua
opinião a natureza está destruída, “Eu
acho que aqui a gente aprende muita coisa e tem gente que nunca
ouviu falar de algumas coisas ensinadas nesta praça. Acho
muito legal”. Letícia deixou um recado para a garotada:
“Não sujem os rios, plantem árvores e separem
o lixo para que possa ser reaproveitado”.
Agência Experimental de Jornalismo
Cássia P. Araújo
Carlos Eduardo
Carlos Gustavo
Claudio M. da Silva
Misaiel Mainetti
Paula Conti
Pedro Cotrim
Acadêmicos Extensionistas
Fátima Ribeiro-Mtb: 10.674
Professora Orientadora
Fotos: Fábio Vilela
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