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Dezenas de alunos do Unifae no “Natureza Viva” 2009
18/06/2009

 

O Centro Universitário também se preocupa com a preservação ambiental e, mais uma vez, se une em evento especial

O projeto Alfa promoveu pelo terceiro ano consecutivo, evento dedicado à conscientização ambiental. A Praça Joaquim José, no centro da cidade, transformou-se, no último dia 6, em cenário diferenciado, com exposições alusivas ao tema. Os organizadores registram a preocupação de dezenas de empresas e instituições, unidas nessa luta, como explicou à nossa reportagem o coordenador do Projeto, Osmar Garcia.
O Projeto Alfa tem nove anos e sua agenda é composta de ações práticas endereçadas, de forma especial, a crianças, jovens e adolescentes, com ênfase à educação, saúde, meio ambiente, esporte, lazer e entretenimento.

Sobre a importância de se comemorar e estimular a conscientização da preservação ambiental, ele foi enfático: “Acho que o meio ambiente é você; o meio ambiente sou eu. Se eu não tenho o hábito, se você não tem o hábito da preservação, como se pensar em uma conscientização mundial”?

O exemplo vem de casa, disse. “Alimentação, comportamento, higiene, cuidados de modo geral. E é isso que propomos com este evento: reforçar e estimular a educação ambiental; sensibilizar o eu para que possamos atingir o coletivo,” comentou.

O coordenador agradeceu a participação de todas as empresas e integrantes da comunidade e ressaltou a dinâmica do Unifae, sempre presente aos eventos promovidos pelo Projeto. A respeito do resultado dessas realizações o entrevistado destacou a resposta da comunidade, que participou, efetivamente, do evento. “E isso ocorre em todas as nossas ações, seja nos bairros, seja no centro da cidade. De nada adiantaria apresentar as mais variadas atrações sem agregar milhares de pessoas”, comentou.

Mais uma vez destacou a importância das parcerias e citou o Unifae: “Nosso parceiro e mantenedor. Intervenções como essa nos dão ânimo. Afinal, ao lado do mecanismo proposto pelo Projeto, há a absorção da iniciativa privada para que a realização se complete. Estou satisfeito”.

O “Natureza Viva” ocorreu das 9 às 17h30 e o coordenador já anunciou para outubro, nova edição do “Ser Criança”, no mesmo formato e local e com a expectativa de reunir 34 empresas que acenaram positivamente. Ele ainda comentou que a média de público em eventos desse tipo oscila entre 15 a 20 mil pessoas que passam pelo local.

Educação prática

O Consórcio Intermunicipal de Preservação da Bacia do Rio Jaguari esteve presente ao evento. Como comentou a recepcionista Márcia, esse consórcio foi criado com o objetivo de cuidar das margens e matas do rio Jaguari Mirim. “Nossa principal ação é o plantio de mudas em áreas degradadas e visitas domiciliares de conscientização da preservação ambiental. Este é um local adequado e trouxemos pra cá amostras de estragos da natureza que podem ser evitados. Mostramos através de folhetos e explicações, como deve ser o comportamento das pessoas”, disse. Naquele espaço podia-se observar o trabalho de reciclagem do lixo.

Outro estande importante, presente a todos esses eventos, é o do Ciprejim -conhecido viveiro de plantas da Prefeitura Municipal- disponível para visitações de escolas, e todas as pessoas que queiram conhecer essa atividade. O principal objetivo é oferecer as plantas para a recuperação de áreas degradadas. O viveiro localiza-se na Rua Romeu Nhola, 440, no parque Colinas do Mantiqueira, em São João da Boa Vista.

Outro espaço que integrava esse processo educacional representava a Diretoria Estadual de Ensino, da região de São João da Boa Vista. O recepcionista André comentou sobre o evento: “Importante, porque as pessoas não têm noção de como procederem com o lixo doméstico, não se preocupam com a separação. Aqui há um aprendizado”.

Ele comentou que a Diretoria de Ensino tem um projeto desenvolvido junto às escolas, onde cada estabelecimento escolhe a dinâmica. “Tudo depende da estrutura da escola, mas a Diretoria orienta e as escolas, quando necessário, pedem ajuda à Prefeitura, que também colabora nesse sentido”, explicou.

Projeto reúne vários cursos

Conversamos com professores do Unifae presentes ao evento para saber a importância do projeto. Para o coordenador de Educação Física, professor Guilherme Marson Junqueira “A maior importância é o molde do evento, que é o meio ambiente, a questão do desenvolvimento sustentável, cuidar que as futuras gerações não sejam prejudicadas com o desenvolvimento sócio-econômico das nossas sociedades. Creio que representa uma forma de conscientização ambiental. Com esta prática, os jovens tomam consciência da importância do meio ambiente.

-O que o Unifae trouxe para o evento?

“Bom, a gente está trabalhando com diversas atividades: Psicologia e Educação Física, trabalha com jogos, recreação e oferecemos uma premiação para quem participa: um livrinho que com questões do meio ambiente”.

Ele ainda divulgou que os cursos de Ciências Contábeis e Ciências Econômicas e Sistemas de Informação desenvolvem atividades em relação ao meio ambiente. E tem ainda os cursos de Administração, Fisioterapia e Publicidade, estes unidos em outra atividade.

A coordenadora do curso de Psicologia, professora Maria Helena Cirne de Toledo também opina sobre o evento: “Além de ser um tema extremamente atual - preservação do meio ambiente - ainda conseguimos, com esses projetos, trazer o nosso aluno para o contato direto com a comunidade onde tem as condições necessárias para aplicar, na prática, o que vê. Ele passa conhece melhor a comunidade, as condições sociais e ambientais. Eu acho que é uma experiência, uma vivência, extremamente preciosa para o aluno”, disse.

Além dos entrevistados, comandaram os espaços do Unifae: o professor João Soares Sobrinho, coordenador do curso de Sistemas de Informação; o professor José Antônio dos Santos Mattos, coordenador do curso de Economia; professor José Acácio Rissardi, coordenador do curso de Ciências Contábeis; professora Laura Rezende, coordenadora do curso de Fisioterapia; (artesanato em palitinhos de sorvete) o professor Adinan Carlos Nogueira, representando o curso de Publicidade e Propaganda (este com cerca de seis alunos que aplicaram um questionário para mensurar o nível de aprovação do evento) e a professora Maria Izabel Sares, coordenadora do curso de Engenharia da Produção e criadora do projeto fábrica de Pipas, presente ao evento.

Como comentou a professora Laura, “O material acabou; foram utilizados mais de 1.000 palitos. A professora Maria Izabel registrou saldo positivo, com o seu espaço absolutamente lotado e com centenas de pipas entregues à garotada. Mais uma vez ela registrou a aprovação ao evento e o estímulo dos acadêmicos, que somam a atividade às horas complementares exigidas para a conclusão dos cursos de graduação.

Vice-Reitor do Unifae fala sobre a iniciativa

O professor Luiz Antônio de Souza presente à cerimônia de abertura do evento. Ele também conversou com nossa reportagem e registrou a importância da realização. “A missão do Centro Universitário reúne ensino, pesquisa e extensão e dentro da extensão abordamos toda a comunidade. Nossa missão maior é participar das realizações da comunidade. Portanto, uma iniciativa como esta de tamanha importância, ligada à preservação ambiental, ensinando as crianças, amplia nossa responsabilidade. Uma ação marcante no nosso processo de extensão”, disse.

Ele ainda ressaltou que através de acontecimentos como esse os acadêmicos se aproximam e voltam o olhar para a realidade. “Ações como esta ajudam na formação global de nossos alunos”.

Preocupação com o meio ambiente

O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Extensão, professor Danilo Leite Vicentini, também esteve presente ao evento e ressaltou a preocupação comum com o ambientalismo. “Tudo o que é importante para a comunidade é importante para o Unifae e essa participação efetiva da Instituição em todos os eventos comunitários, não só enobrece nosso trabalho, como é nossa obrigação. Abrimos novas oportunidades a nossos alunos, como é o caso de vocês, do Jornalismo e da Publicidade, para que possam produzir o conhecimento em prol da comunidade”, disse.

Professor Danilo ratificou a importância da aplicação do conhecimento na prática: “Um evento dessa natureza facilita a ação entre nossos alunos, colocando-os par a par com a realidade da sociedade onde vivem e/ou estudam”.

O professor José Antônio Santos Mattos ratificou essa teoria: “Através das ações neste acontecimento aproximamos o aluno da comunidade. Aqui, um dos grandes objetivos é educar, principalmente a criança, em relação à reciclagem e à preservação ambiental. Dessa forma, estimula-se a dinâmica da economia com utilização de recursos renováveis”, disse.

Professor Toninho alertou para a preocupação com o esgotamento de recursos naturais, “A partir de ações como esta evitamos o impacto na produção econômica, ao mesmo tempo em que se amplia o conhecimento dos alunos”, disse.

Reitor do Unifae apoia o “Natureza Viva”

O professor Valdemir Samonetto, Reitor do Unifae, disse da importância da participação da Instituição em um acontecimento que valoriza e ensina a preservação ecológica. “Pelo terceiro ano consecutivo, um evento que movimenta a praça central da cidade, o que permite maior conscientização da comunidade sobre esse assunto”.

O professor destaca que nós mesmos utilizamos e muitas vezes destruímos a natureza. “A atuação de alunos e professores, em um movimento como este só podem render saldo positivo a todos: ajudando na conscientização de conservar, saber usar e manter o meio ambiente em que vivemos”, disse.

O professor ressaltou a contribuição para a prática da cidadania, sabendo usar e conservar a própria vida. “Parabenizo todos os nossos alunos e professores, em especial os que têm participado de todos os eventos de extensão do Unifae e principalmente os que dedicaram estas horas de hoje a este acontecimento que ajuda a construir uma vida melhor. Vocês são exemplos de dedicação, aprendizado e comprometimento. Parabéns a todos”.
Como mensagem final ele deixou um voto: “Que todos somem a vivência do dia de hoje em suas vidas e que de hoje em diante todos respeitem, ainda mais, a natureza, o meio ambiente onde vivemos”.

TV União ao vivo
O diretor da emissora de televisão local, Paulo Falda, ratificou a importância do evento e da participação, ao vivo, com flashes durante todo o dia. “Uma ação de suma importância. Nós, enquanto veículo de comunicação regional, abrimos espaço para a divulgação ao maior número possível de pessoas. Os problemas estão evidentes e nosso papel é contribuir para a melhoria, em todos os aspectos. Nosso recado deve atingir o maior número possível de pessoas”.

Para o diretor, o futuro do nosso planeta depende das decisões de hoje. É preciso plantar para colher e ele se sente orgulhoso em poder contribuir para essas ações.
Dezenas de pessoas, de todas as idades, deixaram na “telinha” o seu recado de amor à natureza. “Esse é nosso papel: divulgar a iniciativa do Projeto Alfa ao maior número de telespectadores”.

Na opinião de Paulo Falda, a união de esforços com a participação de iniciativa privada, poder público, instituições de ensino, representa saldo positivo: “Isso é que nos deixa otimistas para o que vai acontecer no futuro. Vale ressaltar a participação de estudantes, como colaboradores e ao mesmo tempo, aprendizes. Sinal de progresso e solidariedade”, concluiu.

Ciesp Regional marca presença
O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paul)- Regional São João – também contribuiu com o Natureza Viva. Como explicou o diretor, Pedro Tavares, “A prioridade deste evento é reforçar nas crianças e adolescentes, a conscientização da proteção ambiental. As entidades de classe unidas a outras instituições podem levar essa prática, principalmente às crianças, que representam o nosso futuro”.

“O Ciesp é parceiro deste evento, aliás, um acontecimento que se estende por todo o Estado de São Paulo e nossos escritórios regionais aderiram a essa união, como vem ocorrendo há vários anos. E nós, representantes do setor industrial parabenizamos a iniciativa e, de modo especial, os jovens e crianças que estão aqui. Vocês são nosso futuro”, disse Tavares.

Perguntamos sobre a conscientização da população de modo geral e a reposta foi positiva: “Hoje a população demonstra essa preocupação. O que considero uma grande evolução. E com relação às empresas, além da fiscalização de órgãos competentes, recebe a nossa orientação, para que façam além do que é solicitado, com o objetivo de se garantir um mundo melhor”, concluiu o diretor.

Com a palavra, a Polícia Ambiental


O Cabo PM Ricardo define o evento como uma ação importante. A participação do efetivo da Polícia Ambiental teve como principal função, ampliar as informações e, sobretudo, a conscientização das pessoas a respeito da proteção ambiental. “E necessário cada vez mais olharmos com carinho e cuidado para a natureza. Percebe-se que as pessoas ainda não estão muito conscientes e nós temos realmente que incentivar esse tipo de consciência”, disse.

Ele alertou para o desperdício da água que um dia pode se esgotar e comprometer nossas vidas. “O importante é preservar os mananciais; o Planeta Terra é um organismo vivo, e a gente deve fazer com que permaneça cada vez mais vivo”, disse.

O policial comentou que além do trabalho preventivo, de orientação, a polícia tem atendido algumas denúncias (que segundo ele têm aumentado) e coibindo a degradação ambiental. “Mas ainda é pouco. As pessoas têm medo, mas precisam denunciar e nós estamos sempre prontos a atender e ajudar a consertar esses erros”, argumentou.

O importante- disse o policial- é manter o trabalho de orientação, e buscar a conscientização. “A degradação é crime e uma vez cometido, a pessoa deve responder por ele. No entanto, o dano já foi feito. Acredito que a conscientização seja o fator mais importante e este evento contribui para isso”, concluiu

Povo aprova a festa da natureza

O medo do gravador continua. Mesmo assim registramos algumas opiniões de pessoas presentes ao evento. Luzia Bispo da Silva, moradora da Vila Brasil, definiu o evento como uma festa importante, que ensina as pessoas a não jogarem o lixo em lugar errado. Ela ressaltou a alegria da garotada, que teve um dia diferente.

Luzia separa o lixo de sua casa e entrega a uma senhora de seu bairro que trabalha com reciclagem. “Se todos fizessem assim seria muito bom para evitar futuros problemas com o meio em que vivemos”, disse.

Em sua opinião faltam mais projetos do Governo que estimulem a preservação da natureza, “Eu acho que as pessoas ainda estão sem consciência, sem entender direito um problema tão grave”, alertou.

José Carlos, 8 anos, é estudante da segunda série da Escola Procópio do Amaral e estava feliz na fábrica de pipas. Ele comentou que a festa estava legal. Ele garantiu que não joga lixo em lugar errado e que ajuda sua mãe a separar o lixo de casa.

Letícia é aluna da 4ª série da Escola Estadual Teófilo de Andrade. Mora na Vila Valentim. Em sua opinião a natureza está destruída, “Eu acho que aqui a gente aprende muita coisa e tem gente que nunca ouviu falar de algumas coisas ensinadas nesta praça. Acho muito legal”. Letícia deixou um recado para a garotada: “Não sujem os rios, plantem árvores e separem o lixo para que possa ser reaproveitado”.

   
   

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