Centro Universitário das
Faculdades Associadas de Ensino
FAE




Notícias
Professor Arten é doutor em Comunicação e Semiótica
18/06/2009

 

Depois de quatro anos de muita pesquisa e estudo, veio o Título, que agrega às realizações profissionais do entrevistado


A tarefa era desenvolver um texto para o jornalismo impresso, como atividade proposta pela professora de Técnica de Reportagem. Algumas idéias foram tomando conta do pensamento e optei por uma entrevista com o professor Arten, que há pouco tempo concluiu mais uma etapa de sua carreira acadêmica.

-Como tem sido sua trajetória profissional?

“Exerço várias atividades, mas prefiro falar como jornalista e professor. Como jornalista estou na profissão desde que me conheço por gente. Comecei fazendo jornal de escola quando ainda cursava o segundo grau. Aos 15 anos de idade estava no rádio”.

Ele comentou que aos 17 anos já era redator-chefe de um jornal local. E a partir daí, trabalhou em revistas, editora, escreveu livros. “Depois resolvi seguir a carreira acadêmica e comecei em dose dupla: lecionando e estudando ao mesmo tempo. Em Graduação fiz Direito e a seguir Comunicação Social- Jornalismo”, disse.

-Foi difícil conquistar o título de doutor?

“Fiz dois anos de mestrado, na Faculdade Cásper Líbero e depois, mais quatro na PUC-SP, em Comunicação e Semiótica, quando então concluí o doutorado”.

-O que mais o marcou nessa trajetória?

“Muita luta, muito esforço e muito trabalho. Para quem iniciou a vida como engraxate e depois comerciário, foi um longo caminho”.

-Fale um pouco sobre o tema de sua tese?

-“Estudei a comunicação pública online. Aproveitei para estudar, profundamente, o relacionamento do estado com os cidadãos, as diferentes correntes políticas e a questão da participação popular nas decisões do estado”.

O professor ressaltou que também estudou a questão da Cibercultura: “O que muda na vida de cada um de nós, o que acontece com aqueles que não conseguem acompanhar a rapidez das mudanças impostas pela nova cultura”.

Ele se mostra favorável a essa evolução: “Não sou contra e nem teria sentido desaprovar o uso das novas tecnologias, da Internet e da comunicação on line. Pelo contrário, defendo que o potencial seja usado para a emancipação da sociedade”.

E faz um alerta: “O que temos a fazer é voltar nosso olhar para os excluídos, para os que estão à margem da sociedade e usar dessas tecnologias para diminuir a distância que separa os diversos segmentos da sociedade. A rapidez da vida atual (a dromocracia cibercultural) imposta a tudo e a todos, cria situações perversas de exclusão. A tese se concentra no surgimento de um novo tipo de exclusão”, disse.

Francisco Arten faz uma comparação: “Antigamente tínhamos o desempregado. O prefixo [des] sinaliza uma situação temporária. Agora temos os redundantes, aqueles excluídos do jogo do mercado, sem possibilidades de retorno. Os a-sociais, na definição de Marilena Chauí”.

Para ele o estado vive, atualmente, uma crise de credibilidade. “Houve o rompimento de relação do Estado com o cidadão. A comunicação pública on line sinaliza este rompimento. Na verdade, os portais públicos são ótimos enquanto prestadores de serviço. Trata a todos muito bem, como contribuintes. Já com relação ao cidadão, o tratamento é outro. Não existe cidadania, democracia, experiências emancipatórias na comunicação pública on line”, afirmou.

-Qual sua dica para calouros e veteranos da academia, do curso de jornalismo?
“Estudem. Sempre e muito, Lembrem-se de que somos, acima de tudo, cidadãos. E que existe uma diferença grande entre cidadão e indivíduos. O indivíduo está preocupado em resolver os seus problemas pessoais; enquanto cidadão pensa na comunidade. O indivíduo é o principal inimigo do cidadão. Sejamos primeiro, cidadãos”.

Agência Experimental de Jornalismo
Cássia P. Araújo
Acadêmica Extensionista
Fátima Ribeiro-Mtb: 10.674
Professora Orientadora

 
 

UNIFAE / Notícias

Desenvolvimento : UNIFAE