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O movimento é desenvolvido
pelos alunos do curso de Psicologia com o objetivo de uma reflexão
sobre o assunto
Há 22 anos foi instituído o Movimento Nacional da
Luta Antimanicomial, cujo Dia Nacional é comemorado a 18
de maio. O Movimento foi oficializado em 1987 durante o Encontro
dos Trabalhadores da Saúde Mental, na cidade Bauru/SP. Um
dos principais aspectos da proposta é o fim de manicômios
e hospícios, substituídos por tratamentos de convivência
e tolerância, com a inclusão dos pacientes na sociedade.
A antiga e mais definitiva exclusão provocava grande sofrimento
emocional, como foi explicado durante as apresentações
dos estudantes de Psicologia.
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Um dos resultados já atingidos é a Reforma Psiquiátrica,
definida em lei, que direciona a reformulação do modelo
de Atenção à Saúde Mental. Dessa forma,
muda-se o foco do tratamento em instituição hospitalar
para a Rede de Atenção Psicossocial, estruturada em
unidades de serviços comunitários e abertos, como
os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou os Núcleos
de Atenção Psicossocial (NAPS), onde os pacientes
recebem o tratamento de forma humanizada, durante o dia todo e à
noite voltam a suas casas.
Para reforçar essa luta e provocar maior sensibilização
sobre o assunto foi desenvolvido um projeto interdisciplinar entre
os cursos de psicologia e jornalismo. Alunos de primeiro e terceiro
anos de jornalismo assistiram a palestras e performances a respeito
do tema, a cargo dos estudantes de psicologia.
As palestras provocaram maior entendimento sobre algumas patologias
como a esquizofrenia e a psicose, bem como foram registrados aspectos
do tratamento que esses pacientes recebem, hoje, em unidades hospitalares.
Também foi destacado o antigo tratamento nos manicômios,
o que promoveu a sensibilização dos presentes.
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Após a apresentação dos temas em grupos, houve
um momento de atenção especial, quando um dos grupos
apresentou a canção de Raul Seixas - Maluco Beleza
- ilustrada com imagens de situações vividas em manicômios
e hospícios.
Durante a discussão dos temas alguns alunos de jornalismo
fizeram perguntas e houve até um depoimento de experiências
vividas com parentes. Os estudantes também questionaram sobre
o envolvimento das demais áreas acadêmicas com esse
Movimento, o que foi explicado pelos alunos e professores. Vale
registrar que o curso de fisioterapia desenvolve algumas ações
em conjunto com a psicologia.
A coordenadora do curso de psicologia, professora Maria Helena Cirne
de Toledo, destacou a importância da participação
de alunos da área de Comunicação Social nessa
luta: “São formadores de opinião e capazes não
apenas de noticiar o fato, mas ponderar e argumentar sobre a questão”,
disse.
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Além das palestras e dramatizações sobre o
tema, alunos do terceiro ano de Psicologia do Unifae produziram
dois vídeos “caseiros”, com a participação
de alunos do 1º e 2º. ano e de alguns professores, mostrando
basicamente o impacto do tema sobre o corpo discente. Como parte
integrante do projeto interdisciplinar, foi produzido ainda um vídeo
documentário, com apoio do curso de Jornalismo e do LabCom
(Laboratório de Comunicação) da Instituição.
O vídeo representa mais um instrumento de reflexão
e informações sobre o Movimento.
Agência Experimental de Jornalismo
Adriele Morato do Amaral
Acadêmica Extensionista
Fátima Ribeiro-Mtb: 10.674
Professora Orientadora |