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Jornalismo participa da Luta Antimanicomial
22/06/2009

 

O movimento é desenvolvido pelos alunos do curso de Psicologia com o objetivo de uma reflexão sobre o assunto

Há 22 anos foi instituído o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, cujo Dia Nacional é comemorado a 18 de maio. O Movimento foi oficializado em 1987 durante o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, na cidade Bauru/SP. Um dos principais aspectos da proposta é o fim de manicômios e hospícios, substituídos por tratamentos de convivência e tolerância, com a inclusão dos pacientes na sociedade. A antiga e mais definitiva exclusão provocava grande sofrimento emocional, como foi explicado durante as apresentações dos estudantes de Psicologia.

Um dos resultados já atingidos é a Reforma Psiquiátrica, definida em lei, que direciona a reformulação do modelo de Atenção à Saúde Mental. Dessa forma, muda-se o foco do tratamento em instituição hospitalar para a Rede de Atenção Psicossocial, estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou os Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS), onde os pacientes recebem o tratamento de forma humanizada, durante o dia todo e à noite voltam a suas casas.

Para reforçar essa luta e provocar maior sensibilização sobre o assunto foi desenvolvido um projeto interdisciplinar entre os cursos de psicologia e jornalismo. Alunos de primeiro e terceiro anos de jornalismo assistiram a palestras e performances a respeito do tema, a cargo dos estudantes de psicologia.

As palestras provocaram maior entendimento sobre algumas patologias como a esquizofrenia e a psicose, bem como foram registrados aspectos do tratamento que esses pacientes recebem, hoje, em unidades hospitalares. Também foi destacado o antigo tratamento nos manicômios, o que promoveu a sensibilização dos presentes.

Após a apresentação dos temas em grupos, houve um momento de atenção especial, quando um dos grupos apresentou a canção de Raul Seixas - Maluco Beleza - ilustrada com imagens de situações vividas em manicômios e hospícios.

Durante a discussão dos temas alguns alunos de jornalismo fizeram perguntas e houve até um depoimento de experiências vividas com parentes. Os estudantes também questionaram sobre o envolvimento das demais áreas acadêmicas com esse Movimento, o que foi explicado pelos alunos e professores. Vale registrar que o curso de fisioterapia desenvolve algumas ações em conjunto com a psicologia.

A coordenadora do curso de psicologia, professora Maria Helena Cirne de Toledo, destacou a importância da participação de alunos da área de Comunicação Social nessa luta: “São formadores de opinião e capazes não apenas de noticiar o fato, mas ponderar e argumentar sobre a questão”, disse.

Além das palestras e dramatizações sobre o tema, alunos do terceiro ano de Psicologia do Unifae produziram dois vídeos “caseiros”, com a participação de alunos do 1º e 2º. ano e de alguns professores, mostrando basicamente o impacto do tema sobre o corpo discente. Como parte integrante do projeto interdisciplinar, foi produzido ainda um vídeo documentário, com apoio do curso de Jornalismo e do LabCom (Laboratório de Comunicação) da Instituição. O vídeo representa mais um instrumento de reflexão e informações sobre o Movimento.

Agência Experimental de Jornalismo
Adriele Morato do Amaral
Acadêmica Extensionista
Fátima Ribeiro-Mtb: 10.674
Professora Orientadora

 
 

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