| Profissionais especializados
ampliaram os conhecimentos dos estudantes em duas áreas diferentes
O dentista de Poços de Caldas, Rodrigo Alves Boccoli, é
mestrando em Disfunção Tempromandibular e professor
universitário e veio falar aos alunos de fisioterapia sobre
essa disfunção.
Segundo o palestrante, o problema ocorre, principalmente, em pacientes
com quadro de ansiedade, depressão e também como conseqüência
de traumas.
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Uma dor de cabeça constante pode ser o principal indicador
do problema, que é detectado na cadeira do dentista No entanto,
o fisioterapeuta tem importante atuação nesses casos
e Rodrigo explica: “Como a disfunção é
articular e muscular, o fisioterapeuta vai cuidar da questão
muscular, o que ajuda muito na recuperação do paciente”.
A disfunção tempromandibular é aquela que compromete
os movimentos da boca, “O paciente tem dificuldade em abrir
a boca, mastigar e até em falar”, explicou. Segundo
o dentista, não há uma idade específica para
que o problema ocorra. No entanto, é mais comum na faixa
que vai dos 20 aos 50 anos. E a maior incidência dos casos
costuma ser em mulheres. “A mulher é mais vulnerável
ao estresse, que seria um dos principais fatores desencadeadores
do problema, bem, como algum trauma”, argumentou Rodrigo.
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Durante a palestra falou sobre cuidados e sintomas do problema
e evidenciou a importância da intervenção do
fisioterapeuta nesses casos. A palestra foi ilustrada por figuras
que mostram algumas das conseqüências, bem como os detalhes
que afetam e comprometem o paciente nessa situação.
Os estudantes se mostraram interessados e ao final houve um espaço
dedicado a questões. Vale ressaltar um dos aspectos destacados
durante a palestra: a valorização do fisioterapeuta
e a expansão do mercado, que tem várias áreas
direcionadas a esses profissionais. É necessário conhecer
e explorar cada uma delas.
Estética: um mercado especial
A fisioterapeuta Luciana Sensini é proprietária da
Fisioforma, um centro estético com cinco Unidades no estado
e a expansão, agora com espaço aberto às franquias.
A primeira unidade franqueada já está funcionando
na cidade de Araraquara.
Ela ressaltou que o profissional, de qualquer segmento, não
pode se limitar ao aprendizado da academia, da graduação.
Precisa estudar sempre. No caso da Fisioterapia, mostrou a expansão
do mercado, com ênfase ao setor de estética, antes
pouco explorado por esses profissionais.
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Especializada em fisioterapia dermatofuncional, Luciana aposta
na evolução tecnológica, com procedimentos
que têm gerado efeitos positivos. “Percebe-se que hoje
é preciso garantir diferenciais. Como eu já disse,
a graduação oferece a base, mas temos de ir atrás,
buscar complementos”.
Luciana alertou sobre a responsabilidade, cada vez maios dos fisioterapeutas:
“Fomos os responsáveis pela profissionalização
da estética. Apesar de estamos no meio do caminho, sem utilizarmos
procedimentos cirúrgicos nem os injetáveis- temos
vantagens - graças à tecnologia moderna e eficiente”.
A fisioterapeuta insiste no investimento tecnológico: “Diante
da inovação de mercado, com resultados rápidos,
seguros e sem expor o paciente a riscos, nós conquistamos
esta fatia. Mas hoje nos confrontamos com dermatologistas e cirurgiões
plásticos, que também oferecem esses serviços
em suas clínicas”, comentou.
Ela compara: ao mesmo tempo em que a “dermato” é
uma área de muita concorrência os clientes estão
cada vez mais exigentes e não há espaço para
“curiosos”, ou amadores. “É preciso estudar
muito; muito além do que eu imaginava. Esse é um investimento
necessário ao conhecimento. É melhor trabalhar com
um único equipamento, mas que seja de ponta! O paciente vai
ficar satisfeito e ele mesmo vai passar isso a outras pessoas, o
que gera o sucesso do empreendimento”, disse.
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Luciana falou sobre as formas de tratamento e a atenção
que precisam ser dispensados aos diferentes tipos de pele e os consequentes
problemas que também dependem do biotipo de cada paciente.
Outro aspecto focalizado por ela diz respeito à depilação,
que deve ser feita com obediência a todos os cuidados necessários.
A palestrante também explicou a respeito dos tratamentos
a laser, muito utilizados na moderna estética, mas alertou
que são necessários cuidados e atenção
especial a cada tipo de tratamento. “Não se pode desenvolver
nenhum tipo de tratamento sem conhecer, detalhadamente, o método
e o material a ser utilizado. Apesar de não serem tratamentos
agressivos, é necessário desenvolver a tecnologia
de forma acertada, evitando erros”.
A profissional aprofunda os conhecimentos: “Participamos de
congressos onde há vários métodos que são
treinados nas nossas unidades. Tive o privilegio de conhecer os
fabricantes de várias tecnologias e ao longo de 15 anos trabalhamos
juntos”, contou. Ela ressalta que a profissão de fisioterapeuta
precisa ser valorizada, bem como a da estética. “Quando
trabalhamos com estética não recuperamos só
o físico e é aí que entra o papel da fisioterapia,
na complementação dos tratamentos”.
Segundo Luciana, o conjunto de procedimentos ajuda na melhora da
autoestima, no relacionamento. “Há muitos fatores constrangedores,
cujas reabilitações modernas podem ajudar a resolver.
Mas para isso é necessário não fugir à
capacitação e treinamentos”.
Cuidados com a pele
Ao final da palestra, espaço para perguntas. A aparência
e a pele estiveram na preferência. As olheiras, que tornam
a aparência desgastada, têm alguns fundamentos e podem
ser disfarçadas, como explicou a palestrante.
“Elas têm dois principais motivos: o genético
e a pré-disposição. Na verdade, são
resultado de vasos na região dos olhos que, com o passar
do tempo, se congestionam e escurecem o tecido. Um tratamento à
base de laser resolve temporariamente, somado a alguns produtos
clareadores. Mas quem tem essa tendência e quer se livrar
delas, tem de repetir o tratamento, de tempos em tempos”,
explicou.
Luciana insiste: “O campo é muito bom; o mercado é
agressivo. Não podemos nos esquecer de que estamos lidando
com o ser humano. Não há mercado para amadores. Cada
vez mais é preciso dar atenção à ética,
à postura. É uma questão de dedicação,
mesmo! De entrega. Para se impor no mercado é necessário
garantir a qualidade”, disse.
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Mercado em expansão
Por mais de uma vez a fisioterapeuta destacou a expansão
do mercado no campo da estética e confirmou: “A Fisioforma
tem cinco unidades em todo o Estado de São Paulo e agora
que abrimos espaço para a marca, creio que sentiremos uma
ampliação ainda maior em nossas atividades, o que
aumenta a responsabilidade”.
Em rápida entrevista à nossa equipe de reportagem
a profissional explicou que a expansão no mercado se deve
às exigências de modo geral. “As pessoas têm
de se apresentar melhor, precisam cuidar mais da aparência,
o que as leva a buscar os centros estéticos”, disse.
-Que avaliação você faz sobre esse
crescimento?
Acho ótimo, porque as pessoas têm mais acesso aos tratamentos
adequados e modernos.
- E a palestra de hoje, como você a define?
“Como um momento adequado à conscientização
a respeito da valorização profissional. Acho que isso
é o que deve ficar como resultado deste encontro Hoje, trabalhar
com procedimentos estéticos não desmerece nenhum profissional.
Ao contrário, é uma fatia do mercado exigente demais
e aberta ao bom fisioterapeuta da área. Insisto na necessidade
de se aprofundar no conhecimento, no investimento tecnológico,
para poder competir de igual para igual”.
-O que acha das propagandas de cremes e produtos cosméticos
que prometem solucionar problemas de acne, celulite, etc...?
Cabe a nós - profissionais do setor - conscientizar a população
sobre o que é certo e o que é errado. Devemos saber
orientar e estarmos conscientes sobre até que ponto é
possível ajudar as pessoas a fugirem de propagandas enganosas.
A Fisioforma/ São João da Boa Vista fica na Avenida
Oscar Pirajá Martins, no Santo André.
Saldo positivo
A professora Laura Rezende, coordenadora do curso de Fisioterapia,
registra o balanço desses eventos. No primeiro momento ela
destaca a presença maciça dos alunos. “Nosso
objetivo foi trazer para os estudantes uma ampliação
no conhecimento de áreas não muito exploradas na Fisioterapia,
como é o caso da articulação tempromandibular,
uma articulação comprometida, que pode nos causar
muitos problemas, como: dores de cabeça constantes, já
citadas pelo dentista”, disse
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Professora Laura explicou que aparecem, na clínica-escola,
pacientes com esses sintomas e que por isso vale a pena a discussão
e ampliação de conhecimentos, em formato de atividade
interdisciplinar. “Foram convidados alunos de todas as séries,
embora o tema seja mais diretamente voltado aos do 8º semestre.
E a se julgar pelo comparecimento. O saldo é positivo”.
Alguns dias após veio a fisioterapeuta Luciana, que também
atraiu a presença de quase uma centena de alunos. “É
importante mostrar aos futuros profissionais, os diferentes braços
do mercado. Acho que trazer profissionais bem sucedidos para falar
de sua atuação, é uma forma de valorizar e
estimular o objetivo dos estudantes”, disse.
A professora se mostrou otimista com relação à
palestra de Luciana: “Gostei demais. Devemos continuar com
essas atividades no segundo semestre porque acho que complementam
o conteúdo das salas de aula. Hoje temos currículos
apertados e não conseguimos passar tudo o que gostaríamos.
Com certeza colheremos bons frutos”, opinou.
Laura agradeceu à palestrante e a todos os presentes, e disse
que com o apoio da Reitoria e o interesse demonstrado pelos acadêmicos,
fica evidente a importância das atividades complementares.
Agência Experimental de Jornalismo
Cássia Araújo
Acadêmica Extensionista
Fátima Ribeiro
Professora Orientadora
Fotos: Cláudio Silva
Acadêmico Extensionista
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