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Unifae produz vídeos documentários e estimula a implantação do Museu da Imagem e do Som
06/07/2009

 

As produções acadêmicas promoveram parceria com a Prefeitura com a intenção de ampliar o projeto e criar um memorial histórico na cidade


O Centro Universitário Unifae lançou, através do Projeto de Extensão História Viva, dois novos vídeos documentários. O evento ocorreu no último dia 30, em promoção conjunta com a Prefeitura Municipal, com objetivo de resgatar e preservar a memória da Instituição, deste município e da região. A intenção é criar um memorial da imagem e do som em São João da Boa Vista, a partir dessa e outras produções institucionais.

Durante o evento foi reapresentado o primeiro vídeo produzido por integrantes do Projeto “História Viva” e que focaliza a história do Colégio Santo André- responsável pelo início da estrutura física do Unifae. Esse vídeo foi lançado em 2007.

Ao estilo happy hour, o final de tarde do dia 30 de junho começou no hall de entrada da Instituição, com coquetel de lançamento, para recepcionar os convidados que podiam apreciar mostra de fotos alusivas aos temas dos dois vídeos: João Negrinho (um longa metragem lançado na década de 1950) e que fez sucesso em todo o Brasil, filmado em São João da Boa Vista); outro painel exibia algumas fotos relativas ao documentário denominado “A Primeira Turma”.

Esse documentário conta como surgiu a primeira faculdade de São João da Boa Vista, instalada em 1963, por iniciativa do então vice-prefeito municipal Dr. Octavio da Silva Bastos, com o curso de Ciências Econômicas, pioneiro desta Instituição.

Descontração e comprometimento

Após a execução do hino nacional brasileiro, o Reitor, professor Valdemir Samonetto, abriu oficialmente o evento. Depois de saudar o prefeito municipal, Nelson Mancini Nicolau e todos os presentes, destacou a importância do projeto “História Viva”. Ele explicou que esse projeto faz parte de nossa missão institucional, “Como uma das atividades de extensão e pesquisa”. Ele também comentou que em conversa com o prefeito recebeu um pedido relacionado ao projeto.

“Ao falar sobre essas atividades desenvolvidas pelo Unifae, o prefeito revelou antigo sonho, alimentado desde seu primeiro mandato: desenvolver e implantar em São João da Boa Vista, o Museu da Imagem e do Som, explicou professor Samonetto. Segundo ele, o prefeito pedira que o Centro Universitário desse o apoio operacional, através da equipe de alunos e professores e funcionários envolvidos na dinâmica.

O professor destacou que em função dessa parceria, “Amplia-se o projeto História Viva, o que nos traz, nesta noite, grande alegria e, ao mesmo tempo, muita responsabilidade”.

Agradeceu a presença de todos, com ênfase a personagens envolvidos no contexto dos vídeos em exibição. “Todas estas pessoas contribuíram e com certeza estarão contribuindo para a expansão dos trabalhos, sob coordenação do professor Francisco Arten, com a supervisão geral desta Reitoria e o apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal a mais esta iniciativa”. Ele citou o apoio de representantes da comunidade, grande parte presente à noite de lançamento.

O Reitor assumiu, publicamente, o compromisso de registrar e trabalhar, aspectos que fazem parte da história de São João da Boa Vista. Agradeceu, mais uma vez, a todos que integram o projeto, de modo especial, a equipe do Laboratório de Comunicação, nas pessoas da professora assistente Ana Paula Malheiros e do assessor técnico, Fábio Vila, pelo empenho a esse e outros trabalhos a ser desenvolvidos.

A seguir professor Arten explicou, rapidamente, o conteúdo dos vídeos documentários e o cerimonial passou a palavra ao prefeito, que ratificou as informações do Reitor: “De fato, desde 1977/1982 sonhava em criar o Museu da Imagem e do Som desta cidade. Era um forte desejo, mas na época não deu. E tenho essa grande frustração”, disse.

Nelson Nicolau ressaltou que agora é o momento: “Estou contente. O Unifae já revelou essa experiência com o resgate da história do Colégio Santo André, uma experiência que despertou minha vontade de expandir a história. E nas conversas com o Reitor, professor Samonetto e com o professor Arten chegou-se à conclusão de que estávamos no caminho certo. Com a competência desse Centro Universitário, dentro da área de Comunicação, começa a nascer o grande projeto”.

O prefeito se disse feliz, “Porque qualquer comunidade só tem perspectiva de futuro se estiver alicerçada no seu autoconhecimento, em informações do passado, de sua história. Falar em passado não é saudosismo, é construção para os alicerces do futuro. E temos muitos aspectos que podem ser trabalhados e preservados. Há muita história que reflete a alma de São João. E o que queremos é isso: um arquivo vivo da alma de São João. Acredito nesse projeto e fico feliz em ver aqui alguns desses personagens, que fizeram e fazem parte de nossa história.”

Ele enfatizou a presença dos familiares de Santo Costa (João Negrinho, de saudosa memória). “Uma história linda, que serve de exemplo. Enfim, o importante é isso: ver e recordar um pouco de nossa rica história”.


Recordar é viver

O ditado define bem o clima observado durante a exibição dos vídeos documentários. O primeiro a ser exibido foi o do Colégio Santo André, que emocionou ex-alunas e Religiosas, presentes. Após rápidas explicações técnicas, foram apresentados os demais vídeos, que mereceram a atenção com fortes aplausos e a emoção estampada no rosto de cada um.

Vale destacar o empenho e dedicação da equipe responsável pela edição e montagem dos vídeos. “Foram cerca de 30 horas de gravação, aqui resumidas. E há um detalhe interessante a se observar no documentário da criação dos cursos universitários: o governador Laudo Natel foi preciso; lembrou-se até do motorista que foi buscá-lo para a aula inaugural, Jairo Sguassábia. E nós o pegamos de surpresa, sem aviso prévio, portanto, uma memória prodigiosa”, disse professor Arten. Na oportunidade, o professor agradeceu a presença de todos, em especial, familiares e personagens das histórias.

Ele também ressaltou que com João Negrinho- o documentário - fica marcada a pareceria entre Unifae e Prefeitura. “Esse trabalho já marca mais uma vez a presença do Centro Universitário junto à comunidade.”

Interessante observar que foram preservadas a trilha sonora e os créditos a quem elaborou o filme, completando-se a homenagem a uma equipe que elaborou um trabalho de tamanha importância e com tantas dificuldades, inerentes a uma época distante, quando a cidade tinha poucos recursos. Uma verdadeira epopéia, como comentou o professor.

Ao final das apresentações, além dos aplausos houve a manifestação dos presentes que, de modo geral, parabenizaram pelas produções e confirmaram algumas passagens da época, que foram tão bem resgatadas nesses trabalhos de pesquisa e montagem dos vídeos- documentários.

Mais emoção

Nossa reportagem ouviu Santos Costa Neto, filho de João Negrinho, que mal podia falar: “Estou muito emocionado e feliz”. A esposa Elza não conseguia esconder as lágrimas e nem conseguiu expressar a sua alegria diante da lembrança de um tempo distante, mas que deixou profundas marcas.

Também conversamos com Jandira Cassiano Virga, que teve participação no elenco do filme João Negrinho e também foi comentarista do vídeo do mesmo nome e daquele dedicado à história do Colégio Santo André, como ex-aluna.

“A convite, participei deste evento maravilhoso. Aliás, estou surpresa. Não acho fácil reunir todo material. O produto revela talento, competência e dedicação, sem medidas. Superou minha expectativa. Toda a equipe está de parabéns pela persistência e energia, positiva”, disse Jandira.

Ela recordou que a participação no filme- na década de 50- foi outra surpresa: “Não sabia que seria capaz de fazer o que fizemos, naquela época, sem nenhuma estrutura, sem condições técnicas. Considero uma enorme conquista.

Dona Cida- mãe de João Negrinho- estava realizada. “Eu estou mais do que emocionada. Para falar a verdade, sinto uma mistura: gratidão pelas homenagens e uma enorme tristeza pela perda de meu filho. Ele foi embora muito cedo. Mas, de certa forma, esta homenagem nos dá força. Santo foi um ótimo filho”, comentou. Dona Cida recorda o carinho que o filho sempre teve pela mãe e o empenho para integrar o elenco de um filme: “Era só um ajudante de engraxate e receber um convite tão importante, foi uma honra e um sacrifício”.

Para o professor Arten, uma experiência de lançamento de um produto acadêmico, direcionado à comunidade. “Hoje foi um laboratório: exibir o produto, abrir espaço à manifestação dos presentes e provocar os resultados. Tivemos aqui a presença do prefeito, de representante da Câmara, membros de várias instituições educacionais e culturais. Enfim, um público seleto de quem queremos ouvir críticas. Na verdade, até agora, mais elogios do que críticas. Mas estamos abertos às opiniões de modo geral”.

A expectativa é de manter e até ampliar o projeto, com o apoio e supervisão da Reitoria e assim se concretizar a parceria com a Prefeitura. “Em princípio pensamos em produções direcionadas ao setor educacional, dar continuidade à história do Unifae e atendermos a sugestões”, completou o professor.


Presenças

Entre os presentes à noite de lançamento, além do prefeito Nelson Mancini Nicolau e o Reitor, professor Valdemir Samonetto, anotamos: o Vice-reitor, professor Luiz Antônio de Souza; a Pró-Reitora de Graduação, professora Carmen Beatriz Fabriani; o Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Extensão, professor Danilo Leite Vicentini; o Pró-Reitor de Pós Graduação e Pesquisa, professor Sérgio Venício Dragão; a secretária geral do Unifae, Célia Aparecida Motin.

E mais: o vereador Roberto Campos; o advogado Osvaldo de Souza, representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil- subsecção São João da Boa Vista) e Associação de Amigos do Bairro Alegre; as Religiosas: Irmã Arlete e Irmã Geni, da Congregação das Andrelinas; o Padre Claudemir Canela (Padre Mil) representante da Catedral e Museu de Arte Sacra; Marcos Paulo Pereira, sobrinho do Sr. Tatá; Sra. Alba Ribeiro (Ziloca), do elenco do filme e comentarista do vídeo documentário João Negrinho; João Octavio Bastos, representante da família de Octavio da Silva Bastos.

Também estiveram no evento: Antônio Carlos Rossi, representante da 1ª turma de Ciências Econômicas; Sílvia Ferrante, representante da Academia de Letras e do Jornal Edição Extra; Marcelo Gregório, repórter da TV União e o cinegrafista da equipe; Maria Cecília Nogueira e Maria Cândida Oliveira, também representantes da Academia de Letras de São João da Boa Vista; Elza da Silva Santos, esposa de João Negrinho; Santo Costa Neto, filho de João Negrinho e seu filho, Natan; Dona Cida, Costa, mãe de João Negrinho; Jandira Cassiano Virga, do elenco do filme e comentarista dos vídeos-documentários: João Negrinho e Colégio Santo André; Jaime Spletztozzer, representante do Arquivo Histórico de São João; o fotógrafo Alfredo Nagib Fritz.

O casal, Márcia e Marcelo Sensini, representaram Sr. Osvaldo Sensini, diretor do filme João Negrinho. E também foi anotada a presença de professores e funcionários do Unifae; alunos de vários cursos; ex-alunos, além de representantes da comunidade, de modo geral. Foram cerca de duas horas de pura emoção, com a sugestão de levar esses trabalhos às escolas locais, como exemplo e conteúdo histórico.

Ficha Técnica
Participaram dessas produções do Projeto “História Viva”, coordenado pelo professor Francisco de Assis Carvalho Arten, com supervisão da Reitoria, além dos já citados professores e funcionários do Unifae, os alunos extensionistas: Alinne Mariane Fanelli Mastiguim; Felipe Francisco Donizete Nali Jr; Igor Teodoro Ribeiro da Silva; Nayara Maria Vasconcellos; Paula Conti de Oliveira Freitas; Pedro Quinto Cotrim; Rafael José Brunelli (ex-aluno).

A apresentação dos documentários Santo André e Primeira Turma, a cargo de Edson Balista (também ex-aluno) e a narração do vídeo documentário João Negrinho foi de Francisco Arten.

Agradecimentos

A coordenação do projeto agradece à APM- Associação Paulista de Municípios; Arquevirque Antônio Nhola; Centro Universitário Unifeob; Família de Octávio da Silva Bastos; EMEP Prof. Hugo Sarmento; Jornal O Município; Família de Antonino Gianelli; Família Censoni; Centro Cultural Pagu; Maria Amazilis de Oliveira Costa (Ziloca); Museu Municipal e a todos que emprestaram seus nomes e imagens para a produção desses vídeos.

A realização é do Centro Universitário Unifae, com apoio do Reitor, professor Valdemir Samonetto; Vice-reitor, professor Luiz Antônio de Souza; coordenadores de Comunicação Social: professor Camilo Antônio de Assis Barbosa e Gleber Paula.

   
   
   
   
   
   
   
   
   
   

Agência Experimental de Jornalismo
Reportagens: Misael Mainetti
Acadêmico Extensionista
Texto final: Fátima Ribeiro-Mtb 10.674
Professora Orientadora
Fotos e filmagem:
Ana Paula Malheiros e Fábio Vilela

 
 

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