| Vários cursos marcaram
presença na tarde de sábado, dia 23 e contribuíram
para classificar São João em primeiro lugar em atrações
Os organizadores contabilizaram a participação de
22 mil pessoas nas 130 atividades espalhadas por 40 locais e 27
equipamentos. Desde as 12 horas do sábado, 23, a Praça
Joaquim José foi transformada em um dos pontos de atrações
da VIRADA ESPORTIVA DO INTERIOR-2009. Foram 24 horas de entretenimento,
competição e brincadeiras, que variaram da quadra
de futebol de sabão, cama elástica, touro mecânico,
jogos de tabuleiro e diversidade esportiva.
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Essa dinâmica deu a São João da Boa Vista,
18º município contemplado com o projeto, o 1º lugar
em público e número de atividades, até o momento.
O evento foi destinado a 20, das 460 cidades paulistas. O expressivo
número de participantes representa 27,5% da população
sanjoanense. Em 2º lugar, até dia 24, estava Araçatuba,
com 22% de sua população presente ao evento. As próximas
cidades a receber a Virada são: Ribeirão Preto e São
José do Rio Preto, onde o projeto 2009 encerra as ações.
Entre os parceiros, o Centro Universitário Unifae manteve
as atividades que costumam atrair o público durante as edições
do projeto “Cidade Unida Domingo Feliz.”
O diretor municipal de Esportes, professor Sebastião Galdino,
conversou com nossa reportagem. “Depois de duas vezes recepcionando
a Virada Cultural, São João recebe hoje a Virada Esportiva
do Interior do Estado. Acredito na importância da parceria
Estado X Prefeitura, com o objetivo de desenvolver atividades físicas”,
disse.
Galdino destacou que a estrutura do evento, que envolveu atividades
diversificadas: inclusive: iôga, katarê, judô,
danças típicas orientais, “Como forma de demonstrarmos
o desporto em geral”. Ele se lembrou dos passeios ciclísticos
e as maratonas que estariam movimentando vários pontos da
cidade, como: atletismo, natação entre outras modalidades.
Unifae na VIRADA
Os alunos do curso de Fisioterapia desenvolviam dupla atividade:
o artesanato com palitos de sorvete e aferição da
pressão arterial. A professora Eunice Cristina da Silva Rocha
coordenou as atividades e fala sobre mais essa atividade comunitária.
“Em ambas as atividades há uma interatividade com as
pessoas, na verdade, futuros pacientes. Ela comentou que a ação
é bem aceita, principalmente, o artesanato que atrai a garotada”.
Em sua opinião, considera importante essa ação
social que oportuniza o conhecimento de realidades diferentes daquela
vividas em sala de aula. “Acho importante dos dois lados,
porque a população também identifica os diferentes
tipos de graduações oferecidas pelo Unifae e suas
habilidades”.
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Os alunos de Psicologia também estavam presentes, sob a
coordenação da professora Fátima Catunda e
explicou as ações e sua importância sócio-educativa:
“As atividades em psicológica avaliam a situação
psicológica infantil, através de um instrumento chamado
provas Piagetianas que avaliam o desenvolvimento da criança
como um todo”, explicou.
Segundo a professora, foram aplicadas, em paralelo, atividades em
psicomotricidade e criatividade. Para o exercício proposto
a faixa etária ideal é de 5 a 7 anos, em média.
Fátima comentou que essa atividade é trabalhada, preferencialmente
com alunos de 2º ano de psicologia. No entanto, alunos dos
demais anos (3º em diante) já estão engajados
no processo. “Os estudantes de primeiro ano ainda se prendem
mais à observação, ao ensino teórico.
Portanto, esta atividade é um complemento importante para
os estudantes que já atuam na aplicação prática
das disciplinas”.
A professora ressaltou a necessidade de colocar os alunos em contato
com a comunidade, o que representa o desenvolvimento da responsabilidade
social, ao mesmo tempo em que enriquecem o conteúdo prático
da academia.
Mais cursos representados na Praça
O professor Emerson Pelaquin foi o responsável pela atividade
desenvolvida por alunos dos cursos de Ciências Contábeis,
Ciências Econômicas e Sistemas de Informação.
“Os alunos dessas três graduações têm
demonstrado interesse nessas atuações junto à
sociedade. Neste caso, com jogos de tabuleiro: damas e xadrez, que
têm atraído pessoas de todas as idades e em número
expressivo”, disse.
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Segundo o professor, a importância no aspecto acadêmico
é a aproximação da sociedade, que representa
uma forma produtiva de interação: “Os alunos
transmitem informações e percebem o resultado de um
aprendizado prático. Há o desenvolvimento do raciocínio
lógico e através das partidas é possível
valorizar a competição, onde nem sempre se ganha.
Perder faz parte”.
Professor Emerson ressaltou a importância acadêmica
desse projeto: “Acho que através dessa ação
mostramos que o Unifae está sempre ativo, com alunos que
dão um pouco de seu tempo à comunidade e ajudam a
mostrar parte do conteúdo cultural e educacional, que é
desenvolvido na academia”, disse.
Os alunos de Administração estiveram coordenados pelo
professor João Sérgio Januzelli (J.S). “Trouxemos,
mais uma vez, a fábrica de pipas, que é um projeto
coordenado pelos professores Gilberto Marzochi e Maria Izabel Ferezin
Sares, que visa levar os alunos ao processo de produção,
de forma lúdica. Ao mesmo tempo, presta-se um serviço
social, de forma especial junto à garotada”.
Na opinião do professor J.S. a fábrica de pipas é
uma das atrações que já tem uma espécie
de clientes cativos. “Várias crianças vêm
para os eventos com a intenção de participarem deste
projeto e saírem com seu brinquedo nas mãos. Isso
é muito gratificante. A garotada já sabe: nas edições
do Domingo Feliz e outros eventos desse formato, a fábrica
de pipas marca presença”, comentou.
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Ele argumentou que há vários aspectos importantes
para os alunos participantes: “O contato com a dinâmica
de um processo de produção, da elaboração
à distribuição, como ocorre em uma empresa.
E a empresa para ser bem sucedida deve estar ligada à comunidade,
deve desenvolver a responsabilidade social, o que fica claro neste
projeto”.
Alunos do curso de Educação Física também
se mantiveram envolvidos nas atividades competitivas e recreativas,
orientando jogos adaptados, coordenando brincadeiras com equipamentos
específicos, como andar na perna de pau, além da participação
em torneios e maratonas das mais diversas modalidades, inclusive
no ginásio de esportes da Instituição.
Essas ações foram comandadas pelo professor Guilherme
Marson. “A responsabilidade dos alunos de educação
física é mais diretamente ligada a ações
de condicionamento físico: jogos, danças, competições
desportivas. Entre algumas ações, o campeonato de
basquete, monitoria em carrinho de rolemã, vôlei adaptado,
entre outras ações”, disse.
Ele explicou que a Virada tem como especial preocupação
a democratização e massificação da prática
esportiva. “Para os estudantes da graduação
a importância de um evento como este começa pela observação
aos detalhes da organização, que inclui planejamento
de horários e equipamentos. È importante observar
os bastidores do evento,” disse.
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Em sua opinião, São João tem cultura esportiva,
“Mas quanto mais incentivada melhor se torna. A população
demonstra interesse e aceitação nas ações”,
disse. O professor ressaltou a importância, não apenas
da participação na Virada, mas do entrosamento entre
várias graduações empenhadas no desempenho
dessa ação de responsabilidade social.
Evento aprovado
A reportagem ouviu alguns alunos que demonstraram aprovação
integral a ações como essa. Registramos a opinião
de Lígia Cristina Menin, do primeiro semestre de Fisioterapia
que enfatizou o voluntariado, de modo especial voltado a crianças
que passam a ter oportunidade de conviverem com brincadeiras e equipamentos
que talvez nem conheceriam. “Nós fazemos a nossa parte
que em minha opinião, inclui a ajuda ao próximo e
o empenho em contribuir para a melhoria na qualidade de vida. Dessa
forma, a Instituição colabora com”, disse.
Maria Lígia estava encantada com os brinquedos “Eu
cheguei aqui há algum tempo e nem, sei até que horas
vou ficar. Estou adorando”, disse. Maria Beatriz ainda não
sabia qual brinquedo seria o primeiro; estava admirada diante dos
equipamentos montados na praça e queria brincar em todos.
“Ah, vou ficar aqui até tarde. Quero aproveitar todos
os brinquedos”, afirmou.
Como sempre o gravador não deixava as crianças à
vontade; mal diziam o nome, já queriam fugir. Mas conseguimos
registrar opiniões idênticas. Algumas das entrevistadas
se negaram a falar perto do microfone. Timidez absoluta Iara Cristina
Valim acompanhava a filha. Em sua opinião, faltou um pouco
mais de divulgação: “Estava na avenida e minha
filha ficou apaixonada pelos brinquedos infláveis. Olha como
está entusiasmada! Nem sei a que horas vou conseguir sair
daqui. Acho importante que a garotada tenha atrações
como esta”, disse.
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Aproveitando o espaço
Os ambulantes completavam as atrações, com ofertas
tentadoras. Sandra Soares vendia moranguinhos e maçã
do amor, cobertos com chocolate. O ponto é ocupado por ela
com freqüência e garantiu: “Vale a pena! O povo
tem pouca distração e acho que é necessário
montar outros eventos como esse. A praça fica alegre e nós
também”.
Além de Sandra vários ambulantes ocupavam seus espaços
e completavam a tarde com guloseimas que faziam a festa dos pequenos.
E até dos mais grandinhos. Muitos tentavam fugir das compras,
mas a maioria aderia aos atrativos e apostava na pipoca quentinha
ou no sorvete com cobertura especial. E se a fome apertasse, hot-dog
poderia ser a solução, entre outras opções
já comuns ao entorno da Praça Joaquim José,
nos finais de semana e dias de festa.
Instituição X Comunidade
O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Extensão,
professor Danilo Leite Vicentini também conversou com nossa
reportagem. “O Unifae, como um Centro gerador de conhecimentos
tem por obrigação participar esses conhecimentos junto
à comunidade. Assim, esta é mais uma oportunidade
da difusão e de oferecer aos alunos a oportunidade de conhecerem
a realidade com a qual devem se relacionar no futuro”.
O professor alerta: “São várias ações
desenvolvidas e é preciso tomar cuidado para que não
se crie dependência da comunidade junto ao Centro Universitário;
fazemos parte de ações propostas pelo governo municipal
e sempre que somos chamados procuramos atender da melhor forma possível,
de acordo com a avaliação e aprovação
do Reitor, professor Valdemir Samonetto”.
Processo educacional
Para o prefeito Nelson Nicolau o evento teve um objetivo educacional:
“Da mesma forma que você tem um processo de educação
para conscientização das pessoas em vários
aspectos; a educação ambiental, para entenderem a
importância do meio ambiente; a educação esportiva
e fundamental para que todos entendam o quanto ela contribui na
qualidade de vida física e mental”, disse.
Ele evidenciou a necessidade do incentivo à prática
esportiva e na tarde de sábado já era otimista sua
opinião sobre o resultado do evento: “Com toda a certeza,
vamos deixar aqui uma [virada], principalmente no aspecto esportivo.
Considero uma realização importante”.
Já o coordenador administrativo da Virada Esportiva, Fábio
Guerra, falou sobre o projeto do governo do Estado que já
percorreu 18 municípios. Segundo ele o principal objetivo
foi atingido, com público entusiasmado e várias atividades
compatíveis ao evento. Guerra ratificou a dinâmica
marcante de São João da Boa Vista, com atividades
oficiais em número superior a todas as outras cidades já
beneficiadas pelo projeto.
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Ele ressaltou a empolgação observada para as atividades
da noite de sábado e madrugada do domingo: “Vamos agir
com segurança e respeito ao período em que as pessoas
costumam descansar. O esquema está bem montado e certamente
teremos um resultado positivo e uma VIRADA FELIZ”, concluiu.
E assim foi.
Agência Experimental de Jornalismo
Reportagem e fotos
Aline Mastiguim
Caio R.G. Lopes
Paula Conti
Pedro Cotrin
Taciane R.Pereira
Thiago Arcuri-MTb
(Pós-graduando)
Fátima Ribeiro-Mtb 10.674
Professora Orientadora.
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Atividade monitorada pelo
Curso de Educação Física
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Atividades monitaradas pelo
Curso de Fisioterapia |
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