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UNIFAE diversifica na Virada Esportiva
29/05/2009

 

Vários cursos marcaram presença na tarde de sábado, dia 23 e contribuíram para classificar São João em primeiro lugar em atrações


Os organizadores contabilizaram a participação de 22 mil pessoas nas 130 atividades espalhadas por 40 locais e 27 equipamentos. Desde as 12 horas do sábado, 23, a Praça Joaquim José foi transformada em um dos pontos de atrações da VIRADA ESPORTIVA DO INTERIOR-2009. Foram 24 horas de entretenimento, competição e brincadeiras, que variaram da quadra de futebol de sabão, cama elástica, touro mecânico, jogos de tabuleiro e diversidade esportiva.

Essa dinâmica deu a São João da Boa Vista, 18º município contemplado com o projeto, o 1º lugar em público e número de atividades, até o momento. O evento foi destinado a 20, das 460 cidades paulistas. O expressivo número de participantes representa 27,5% da população sanjoanense. Em 2º lugar, até dia 24, estava Araçatuba, com 22% de sua população presente ao evento. As próximas cidades a receber a Virada são: Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, onde o projeto 2009 encerra as ações.

Entre os parceiros, o Centro Universitário Unifae manteve as atividades que costumam atrair o público durante as edições do projeto “Cidade Unida Domingo Feliz.”

O diretor municipal de Esportes, professor Sebastião Galdino, conversou com nossa reportagem. “Depois de duas vezes recepcionando a Virada Cultural, São João recebe hoje a Virada Esportiva do Interior do Estado. Acredito na importância da parceria Estado X Prefeitura, com o objetivo de desenvolver atividades físicas”, disse.

Galdino destacou que a estrutura do evento, que envolveu atividades diversificadas: inclusive: iôga, katarê, judô, danças típicas orientais, “Como forma de demonstrarmos o desporto em geral”. Ele se lembrou dos passeios ciclísticos e as maratonas que estariam movimentando vários pontos da cidade, como: atletismo, natação entre outras modalidades.

Unifae na VIRADA

Os alunos do curso de Fisioterapia desenvolviam dupla atividade: o artesanato com palitos de sorvete e aferição da pressão arterial. A professora Eunice Cristina da Silva Rocha coordenou as atividades e fala sobre mais essa atividade comunitária. “Em ambas as atividades há uma interatividade com as pessoas, na verdade, futuros pacientes. Ela comentou que a ação é bem aceita, principalmente, o artesanato que atrai a garotada”. Em sua opinião, considera importante essa ação social que oportuniza o conhecimento de realidades diferentes daquela vividas em sala de aula. “Acho importante dos dois lados, porque a população também identifica os diferentes tipos de graduações oferecidas pelo Unifae e suas habilidades”.

Os alunos de Psicologia também estavam presentes, sob a coordenação da professora Fátima Catunda e explicou as ações e sua importância sócio-educativa: “As atividades em psicológica avaliam a situação psicológica infantil, através de um instrumento chamado provas Piagetianas que avaliam o desenvolvimento da criança como um todo”, explicou.

Segundo a professora, foram aplicadas, em paralelo, atividades em psicomotricidade e criatividade. Para o exercício proposto a faixa etária ideal é de 5 a 7 anos, em média. Fátima comentou que essa atividade é trabalhada, preferencialmente com alunos de 2º ano de psicologia. No entanto, alunos dos demais anos (3º em diante) já estão engajados no processo. “Os estudantes de primeiro ano ainda se prendem mais à observação, ao ensino teórico. Portanto, esta atividade é um complemento importante para os estudantes que já atuam na aplicação prática das disciplinas”.

A professora ressaltou a necessidade de colocar os alunos em contato com a comunidade, o que representa o desenvolvimento da responsabilidade social, ao mesmo tempo em que enriquecem o conteúdo prático da academia.

Mais cursos representados na Praça

O professor Emerson Pelaquin foi o responsável pela atividade desenvolvida por alunos dos cursos de Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Sistemas de Informação. “Os alunos dessas três graduações têm demonstrado interesse nessas atuações junto à sociedade. Neste caso, com jogos de tabuleiro: damas e xadrez, que têm atraído pessoas de todas as idades e em número expressivo”, disse.

Segundo o professor, a importância no aspecto acadêmico é a aproximação da sociedade, que representa uma forma produtiva de interação: “Os alunos transmitem informações e percebem o resultado de um aprendizado prático. Há o desenvolvimento do raciocínio lógico e através das partidas é possível valorizar a competição, onde nem sempre se ganha. Perder faz parte”.

Professor Emerson ressaltou a importância acadêmica desse projeto: “Acho que através dessa ação mostramos que o Unifae está sempre ativo, com alunos que dão um pouco de seu tempo à comunidade e ajudam a mostrar parte do conteúdo cultural e educacional, que é desenvolvido na academia”, disse.

Os alunos de Administração estiveram coordenados pelo professor João Sérgio Januzelli (J.S). “Trouxemos, mais uma vez, a fábrica de pipas, que é um projeto coordenado pelos professores Gilberto Marzochi e Maria Izabel Ferezin Sares, que visa levar os alunos ao processo de produção, de forma lúdica. Ao mesmo tempo, presta-se um serviço social, de forma especial junto à garotada”.

Na opinião do professor J.S. a fábrica de pipas é uma das atrações que já tem uma espécie de clientes cativos. “Várias crianças vêm para os eventos com a intenção de participarem deste projeto e saírem com seu brinquedo nas mãos. Isso é muito gratificante. A garotada já sabe: nas edições do Domingo Feliz e outros eventos desse formato, a fábrica de pipas marca presença”, comentou.

Ele argumentou que há vários aspectos importantes para os alunos participantes: “O contato com a dinâmica de um processo de produção, da elaboração à distribuição, como ocorre em uma empresa. E a empresa para ser bem sucedida deve estar ligada à comunidade, deve desenvolver a responsabilidade social, o que fica claro neste projeto”.

Alunos do curso de Educação Física também se mantiveram envolvidos nas atividades competitivas e recreativas, orientando jogos adaptados, coordenando brincadeiras com equipamentos específicos, como andar na perna de pau, além da participação em torneios e maratonas das mais diversas modalidades, inclusive no ginásio de esportes da Instituição.

Essas ações foram comandadas pelo professor Guilherme Marson. “A responsabilidade dos alunos de educação física é mais diretamente ligada a ações de condicionamento físico: jogos, danças, competições desportivas. Entre algumas ações, o campeonato de basquete, monitoria em carrinho de rolemã, vôlei adaptado, entre outras ações”, disse.

Ele explicou que a Virada tem como especial preocupação a democratização e massificação da prática esportiva. “Para os estudantes da graduação a importância de um evento como este começa pela observação aos detalhes da organização, que inclui planejamento de horários e equipamentos. È importante observar os bastidores do evento,” disse.

Em sua opinião, São João tem cultura esportiva, “Mas quanto mais incentivada melhor se torna. A população demonstra interesse e aceitação nas ações”, disse. O professor ressaltou a importância, não apenas da participação na Virada, mas do entrosamento entre várias graduações empenhadas no desempenho dessa ação de responsabilidade social.


Evento aprovado


A reportagem ouviu alguns alunos que demonstraram aprovação integral a ações como essa. Registramos a opinião de Lígia Cristina Menin, do primeiro semestre de Fisioterapia que enfatizou o voluntariado, de modo especial voltado a crianças que passam a ter oportunidade de conviverem com brincadeiras e equipamentos que talvez nem conheceriam. “Nós fazemos a nossa parte que em minha opinião, inclui a ajuda ao próximo e o empenho em contribuir para a melhoria na qualidade de vida. Dessa forma, a Instituição colabora com”, disse.

Maria Lígia estava encantada com os brinquedos “Eu cheguei aqui há algum tempo e nem, sei até que horas vou ficar. Estou adorando”, disse. Maria Beatriz ainda não sabia qual brinquedo seria o primeiro; estava admirada diante dos equipamentos montados na praça e queria brincar em todos. “Ah, vou ficar aqui até tarde. Quero aproveitar todos os brinquedos”, afirmou.

Como sempre o gravador não deixava as crianças à vontade; mal diziam o nome, já queriam fugir. Mas conseguimos registrar opiniões idênticas. Algumas das entrevistadas se negaram a falar perto do microfone. Timidez absoluta Iara Cristina Valim acompanhava a filha. Em sua opinião, faltou um pouco mais de divulgação: “Estava na avenida e minha filha ficou apaixonada pelos brinquedos infláveis. Olha como está entusiasmada! Nem sei a que horas vou conseguir sair daqui. Acho importante que a garotada tenha atrações como esta”, disse.

Aproveitando o espaço

Os ambulantes completavam as atrações, com ofertas tentadoras. Sandra Soares vendia moranguinhos e maçã do amor, cobertos com chocolate. O ponto é ocupado por ela com freqüência e garantiu: “Vale a pena! O povo tem pouca distração e acho que é necessário montar outros eventos como esse. A praça fica alegre e nós também”.

Além de Sandra vários ambulantes ocupavam seus espaços e completavam a tarde com guloseimas que faziam a festa dos pequenos. E até dos mais grandinhos. Muitos tentavam fugir das compras, mas a maioria aderia aos atrativos e apostava na pipoca quentinha ou no sorvete com cobertura especial. E se a fome apertasse, hot-dog poderia ser a solução, entre outras opções já comuns ao entorno da Praça Joaquim José, nos finais de semana e dias de festa.

Instituição X Comunidade

O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Extensão, professor Danilo Leite Vicentini também conversou com nossa reportagem. “O Unifae, como um Centro gerador de conhecimentos tem por obrigação participar esses conhecimentos junto à comunidade. Assim, esta é mais uma oportunidade da difusão e de oferecer aos alunos a oportunidade de conhecerem a realidade com a qual devem se relacionar no futuro”.

O professor alerta: “São várias ações desenvolvidas e é preciso tomar cuidado para que não se crie dependência da comunidade junto ao Centro Universitário; fazemos parte de ações propostas pelo governo municipal e sempre que somos chamados procuramos atender da melhor forma possível, de acordo com a avaliação e aprovação do Reitor, professor Valdemir Samonetto”.


Processo educacional
Para o prefeito Nelson Nicolau o evento teve um objetivo educacional: “Da mesma forma que você tem um processo de educação para conscientização das pessoas em vários aspectos; a educação ambiental, para entenderem a importância do meio ambiente; a educação esportiva e fundamental para que todos entendam o quanto ela contribui na qualidade de vida física e mental”, disse.

Ele evidenciou a necessidade do incentivo à prática esportiva e na tarde de sábado já era otimista sua opinião sobre o resultado do evento: “Com toda a certeza, vamos deixar aqui uma [virada], principalmente no aspecto esportivo. Considero uma realização importante”.
Já o coordenador administrativo da Virada Esportiva, Fábio Guerra, falou sobre o projeto do governo do Estado que já percorreu 18 municípios. Segundo ele o principal objetivo foi atingido, com público entusiasmado e várias atividades compatíveis ao evento. Guerra ratificou a dinâmica marcante de São João da Boa Vista, com atividades oficiais em número superior a todas as outras cidades já beneficiadas pelo projeto.

Ele ressaltou a empolgação observada para as atividades da noite de sábado e madrugada do domingo: “Vamos agir com segurança e respeito ao período em que as pessoas costumam descansar. O esquema está bem montado e certamente teremos um resultado positivo e uma VIRADA FELIZ”, concluiu. E assim foi.

Agência Experimental de Jornalismo
Reportagem e fotos
Aline Mastiguim
Caio R.G. Lopes
Paula Conti
Pedro Cotrin
Taciane R.Pereira
Thiago Arcuri-MTb
(Pós-graduando)

Fátima Ribeiro-Mtb 10.674
Professora Orientadora.

Atividade monitorada pelo Curso de Educação Física
Atividades monitaradas pelo Curso de Fisioterapia
 
 

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