O Brasil ainda não havia sido descoberto quando foi fundada a Congregação das Irmãs do Santo André. Em 1231, na Bélgica, na época território da França. Duas religiosas, cujos nomes ficaram no anonimato, resolveram fundar a congregação para dar acolhimento aos milhares de peregrinos que passavam pela Bélgica rumo a Terra Santa, na época das Cruzadas. Terminadas as Cruzadas,  as irmãs do Santo André passam a se dedicar a atender doentes.

No século XVII elas se recolhem  e passam a viver enclausuradas, numa vida contemplativa, de solidão e oração. A Revolução Francesa expulsou as irmãs e se apropriou de seu patrimônio. Elas refugiam-se em países próximos. Quando a paz volta à França as irmãs retornam. Compram de volta o patrimônio que lhes havia sido tirado e, a partir desta época, passam a se dedicar à educação. Chegam ao Brasil em 1914.

Madre Maria Inácia conta como as irmãs Andrelinas resolveram se instalar em São João da Boa Vista: "Quando chegaram ao Brasil, as irmãs se instalaram em regiões muito quentes. Em 1940 buscavam um lugar de clima mais ameno. Foi  quando surge o Padre David, convidando para  se instalarem em São João. Tudo coincidiu, tudo providência divina", conclui.

Eram quatro as Andrelinas fundadoras: Madre Maria Plácida, cujo nome verdadeiro era Irmã Carolina Lacorte, era a superiora. A irmã Maria Anchieta e as duas noviças Maria Preciosa de Carvalho e Nézia Alves. Elas chegaram a São João no dia 24 de março de 1944,  vindas de Jaboticabal, após uma viagem de oito horas. No dia 27 de março de 1944, às 8 horas, têm início as aulas com 22 alunas, numa casa  da rua General Carneiro.


A cidade se une para construir um colégio >>